domingo, 8 de julho de 2007

A CERTEZA QUE SÓ O AMOR TEM





Não é a dor que quero entender (essa dói e pronto),

mas esse mistério de duas almas

que não se tocam no físico

e têm quase uma unidade na imortalidade.

Mas é isso que quero!

Você me ama?

Você quer construir uma vida comigo?

Tem desejo e sabor?

Eu sinto que você me quer, precisa de mim,

mas será que eu estarei ao nível de suas expectativas?

Eu queria uma certeza, quantas vezes

vislumbrei o que seria o derradeiro e nem início era.

Quantas vezes esperei contar e

só senti se afastarem e eu ficar no chão...

Eu quero a certeza do absoluto.

A afirmação positiva.

Não quero os sonhos dos loucos,

nem a vontade dos sem-alma.

Eu quero a certeza da vida.

A afirmação do amor.

Não apenas um amor carnal e dirigido,

mas do sentimento verdadeiro

que se entranha na alma

e que não existam mágoas, que não dissolva.

Quero ter a certeza premonitória

que posso mergulhar,

que não encontrarei uma pedra.

Quero a certeza da luz

que não se machuca nos espinhos,

penetra as sombras, não se inibe no mar...

Ou a certeza ou nada!

Duas almas que constroem uma estrada juntos,

não sabem como esse trajeto será,

mas apenas têm uma certeza

quase sobre-humana que têm que construir juntas.

São vidas independentes, mas harmônicas.

São autônomas, mas responsáveis.

Consistentes no que sentem e

têm a certeza do que realmente sentem.

Não é um "eu acho", "pode ser", "quem sabe",

"vamos tentar", "se der certo"...

É a certeza que só o verdadeiro amor tem.

Que não tem fronteiras, nem modos,

um amor que não espreita, não sucumbe,

nem apenas existe para satisfazer

nossos pequenos egoísmos.


(Carlos Eduardo Bronzoni)

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